Copán

A descoberta

Em 1839, o escritor norte-americano John Lloyd Stephens e o desenhista Frederick Catherwood chegaram às ruínas de Copán, escondidas na selva de Honduras. Assombrados com o que encontraram, publicaram um livro “Incidents of Travel in Central America, Chiapas, and Yucatan” que deu a conhecer esta antiga cidade maia ao mundo e marcou o início da arqueologia maia moderna.

Mas o mais surpreendente do que encontraram em Copán não foram os seus templos (grandes pirâmides), mas sim umas enormes pedras talhadas, chamadas estelas, e uma escada coberta de símbolos misteriosos.

Uma mensagem que ninguém conseguia ler

A Escadaria dos Hieróglifos é o texto escrito mais longo que se conserva da civilização maia. Tem mais de 2.000 hieróglifos gravados nos seus degraus. Cada degrau é uma tela que revela detalhes sobre a complexa sociedade, a religião e a cosmovisão maia. Mas… Stephens e Catherwood quando ali chegaram não conseguiam entender nada. Tampouco muitos outros investigadores que vieram depois deles.

Imagina que és um explorador e descobres uma escada inteira coberta de uma mensagem secreta… mas ninguém no mundo sabe lê-la. Foi exatamente isso que aconteceu. Durante mais de cem anos, aqueles símbolos permaneceram um mistério.

Os detetives da história

Os arqueólogos tiveram que se tornar autênticos detetives.

Foi particularmente difícil pelas características da escrita maia. Ao contrário de muitos outros sistemas de escrita, os hieróglifos maias não eram puramente alfabéticos nem puramente pictóricos. Combinavam logogramas (símbolos que representam palavras completas) com silabogramas (símbolos que representam sons). Esta natureza híbrida, juntamente com a vastidão dos textos e a degradação de muitos monumentos, tornou o deciframento num árduo trabalho de investigação.

Compararam milhares de símbolos, procuraram padrões e estudaram as línguas maias que ainda hoje são faladas. Pouco a pouco começaram a decifrar o código. Cada símbolo compreendido era como encontrar uma nova peça de um enorme puzzle.

As pedras começaram a falar

Graças a esse trabalho, hoje sabemos que as estelas de Copán contam a história dos seus reis. Estas inscrições revelam-nos detalhes fascinantes sobre as suas vidas: as suas coroações, guerras, alianças, cerimónias e famílias reais. Chegamos a conhecer o nome do fundador da cidade, K’inich Yax K’uk’ Mo’, que governou há mais de 1.500 anos.

As pedras não estavam decoradas simplesmente para serem bonitas. Eram livros de história escritos em pedra.

Um mistério que continua

Mas há algo que não está escrito nas pedras. Por volta do ano 800 d.C., Copán foi abandonada. Também outras cidades maias. Ninguém sabe com total segurança por quê. As razões deste colapso são objeto de debate, com teorias que incluem a superpopulação, a degradação ambiental, a seca, as guerras internas ou uma combinação destes fatores.

O certo é que a cidade ficou coberta pela selva durante séculos, até que foi redescoberta e ninguém sabe a razão.

Copán: a grande mensagem secreta dos maias

Copán não é apenas uma cidade antiga.

Imagina uma cidade onde as pedras falam. Não o fazem com letras, mas com desenhos e símbolos cheios de significado. Cada estela é como uma banda desenhada de há mais de mil anos que conta as histórias de reis, deuses e grandes batalhas. Explorar Copán é como tornar-se um detetive que tenta decifrar uma mensagem secreta. Cada hieróglifo é uma pista para descobrir como viviam os antigos maias.

Visitar Copán é como entrar no maior escape room arqueológico do mundo: cada pedra é uma pista e cada hieróglifo ajuda a descobrir como viviam os maias há mais de mil anos.

Localização de Copán

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